CNSeg destaca papel do setor na economia

Por Unificado • 10 de fevereiro de 2012

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Jorge Hilário Gouvêa Vieira, garante que a atividade de seguros está pronta para servir como um dos pilares do processo de crescimento sustentado da economia brasileira. “Nossos números mostram que o mercado, com sua taxa robusta de crescimento, investe cada vez mais no País, cria empregos e ajuda a roda da economia a girar”, disse o executivo.

Apesar da importância que o mercado de seguros tem no País, lamentavelmente o seu papel social e econômico não é ainda reconhecido pela sociedade, conforme lamentou Jorge Hilário ao participar do 5º Encontro Nacional de Previdência Privada e Vida, realizado no final da semana passada, na Bahia, pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Segundo o presidente da CNSeg, se forem somadas as reservas de seguros gerais, saúde, previdência complementar aberta e capitalização, a participação do mercado segurador na poupança doméstica brasileira chega a 11%. Já o presidente da Fenaprevi e da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, lembrou que só as reservas técnicas de previdência privada aberta somaram R$ 270 bilhões em 2010.

Se forem levados em conta também os recursos provisionados no seguro de vida até o final do ano passado, o patrimônio do segmento ultrapassa a marca de R$ 300 bilhões.

Com isso, para o executivo, as empresas que comercializam planos de previdência aberta e seguros de vida consolidam sua condição de destacados investidores institucionais.

Os números finais do setor, contudo, ainda não estão fechados, pois há um grande atraso da Superintendência de Seguros Privados (Susep) na divulgação das estatísticas oficiais. Até o momento os dados consolidados e disponibilizados são referentes ao desempenho do mercado no primeiro semestre de 2011. A estimativa do setor é a de que a receita de prêmios captada na venda de seguros de vida tenha dado salto da ordem de 18% em 2010. A captação projetada dos planos de previdência, por sua vez, é de R$ 53 bilhões, registrando taxa de crescimento de 20%.

Marco Antonio Rossi disse que as vendas do VGBL continuaram sendo a mola propulsora do mercado da previdência complementar aberta, respondendo por mais 80% dos recursos acumulados no exercício passado. A fatia correspondente aos planos PGBLs é estimada em 12%, enquanto os planos tradicionais devem ter gerado não mais do que 6% da receita total do setor.

Fonte: Jornal do Commercio RJ – 10-Fev-2012

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