Lucros Cessantes

Um sinistro tem em si dois elementos principais: danos diretos e danos indiretos – ambos com implicações financeiras. O primeiro afeta a perda do bem; o segundo, o comprometimento da geração de receita em razão da paralisação no negócio. Sendo que esse último, na maioria das vezes, é a parte invisível na contratação de um seguro, tornando-se um risco perigosamente ignorado, fazendo uma empresa a tomar o seu próprio risco, papel esse que não lhe cabe.

Uma boa análise de perdas jamais pode desprezar as consequências da paralisação de um negócio. Muitas vezes, gastamos tempo tentando determinar o valor do dano material e passamos muito longe de discutir as perdas relativas aos lucros cessantes. Chegamos a negligenciá-las, esquecendo-nos de que quando o negócio para em função de um sinistro, as contas continuam e a margem líquida poderá cair ou até ser interrompida.

Em nossa avaliação, geralmente os gestores de risco desconhecem o mecanismo de acionamento da cobertura de Lucros Cessantes em uma apólice de seguros; ficando claro, assim, que o erro de contratação inicia-se já na origem. O básico para a construção da cobertura requer alguns componentes como: conhecimento elementar do negócio do cliente, compreensão básica de análise contábil e clareza quanto aos fundamentos do contrato de seguro. Essas coisas somadas a um bom exercício de imaginação de acidentes resultarão em modelos adequados de transferência desse risco. Podemos, inclusive, nos surpreender com a conclusão de que a cobertura de Lucros Cessantes não é recomendada para determinados tipos de negócio e que há dinheiro sendo desperdiçado no programa de seguros na compra dessa ou daquela cobertura.

Em ambientes empresariais altamente competitivos como temos na atualidade, a tolerância a erros é cada vez menor. O risco de um acidente gerar perdas financeiras capazes de comprometer, ou até mesmo extinguir um negócio em razão da insuficiência dos seguros, pode estar à nossa porta, quando deveria estar distante. Certamente, existe complexidade para a execução de uma boa análise de perdas. Estamos falando das garantias para continuidade do negócio, essa é a razão pela qual deve ser exigida alta qualidade dos gestores de risco. Riscos com potencial de gerar abalo econômico-financeiro a um negócio como é o caso dos lucros cessantes, não podem ser aceitos em hipótese alguma, precisam ser transferidos. Sendo assim, a competência desses profissionais designados como gestores de risco deve ser requerida, testada e atualizada.

Autor Charles de Barros Silva

Seguradoras temem que riscos climáticos gerem crise financeira

26 de fevereiro de 2019 • Por: Unificado Geral, Gestão de risco, Mercado, Seguros convencionais

Por William Wilkes

As empresas de seguros estão cada vez mais preocupadas com a possibilidade de o aumento das temperaturas gerar uma queda nos valores das propriedades capaz de desencadear uma turbulência financeira maior.

Essas foram as conclusões de um grupo comandado a partir da Universidade de Cambridge que inclui algumas das maiores empresas de seguros do mundo. Em relatório publicado na sexta-feira, o ClimateWise afirmou que as crescentes catástrofes ligadas às mudanças climáticas poderiam triplicar os prejuízos em investimentos imobiliários nos próximos 30 anos.
O alerta se soma às preocupações levantadas no mês passado pela Munich Re, que afirmou que uma série de inundações, incêndios e tempestades violentas haviam duplicado a quantia normal de prejuízos seguráveis. A Munich Re afirmou que os prejuízos globais relacionados ao clima podem ter ultrapassado o patamar recorde de US$ 140 bilhões no ano passado.
“Não levar esses riscos em conta pode ser prejudicial para investidores e credores, individualmente, mas também para o sistema financeiro e para a economia como um todo”, afirma o relatório de 74 páginas escrito em nome de integrantes do ClimateWise como Allianz, XL Group, Aviva e Lloyds Bank.

Este é o alerta mais recente do setor financeiro sobre os riscos físicos e financeiros representados pelo aumento das temperaturas. Enquanto alguns estrategistas de investimento acreditam que as mudanças climáticas oferecerão oportunidades, outros alertam para danos físicos a imóveis comerciais e residenciais.
Apesar da cautela adotada ao vincular algum evento climático ao aquecimento global, os cientistas construíram um consenso em torno da probabilidade de ocorrerem inundações, incêndios, secas e tempestades mais fortes com mais frequência à medida que a Terra ficar mais quente.

“Os grandes incêndios florestais parecem estar ocorrendo com mais frequência como resultado da mudança climática”, disse Torsten Jeworrek, membro do Conselho da Munich Re. Ele acrescentou que os investidores deveriam reavaliar se assumiram a responsabilidade adequada pelos danos crescentes causados pelas catástrofes climáticas.
A seguradora alemã registrou US$ 160 bilhões em perdas decorrentes de catástrofes naturais no ano passado, cerca de US$ 20 bilhões acima das médias ajustadas pela inflação nas três décadas anteriores.
O relatório do ClimateWise recomenda que os investidores façam inventários mais minuciosos de imóveis residenciais e comerciais, elaborando registros de riscos de enchentes e dos materiais de construção usados. Eles também deveriam incorporar as projeções climáticas dos cientistas em seus próprios modelos para catástrofes.

Em um cenário testado pelo ClimateWise, os prejuízos com hipotecas no Reino Unido poderiam dobrar se as temperaturas subissem 2 graus Celsius e triplicar se o aquecimento aumentasse 4 graus Celsius. A Organização das Nações Unidas (ONU) quer manter o aumento da temperatura média bem abaixo de 2 graus Celsius, o que ainda assim representaria a mudança climática mais rápida desde a última era do gelo, que terminou há cerca de 10.000 anos.
“As instituições financeiras com investimentos de longo prazo, como bancos e sociedades construtoras que oferecem novos empréstimos imobiliários de 35 anos na atualidade, terão exposições ao risco nesse período de tempo”, afirmou o relatório.

Fonte: Revista Cobertura – Uol/Bloomberg – 26/02/2019.

Geração de energia: Usinas hidrelétricas

25 de janeiro de 2019 • Por: Unificado Geral, Gestão de risco, Mercado, Seguros não convencionais

O aquecimento global, esse fenômeno tão citado por ambientalistas e os meios de comunicação, há anos começou a mostrar seus efeitos com vigor: secas mais prolongadas, furacões mais frequentes e agressivos, ondas de calor mais intensas e desequilíbrio dos ecossistemas. De acordo com um relatório de 2013 publicado pelo Grupo Intergovernamental sobre Mudança Climática “é extremamente provável que a influência humana tem sido a causa dominante do aquecimento observado desde meados do século XX”.
Em 1992 foi estabelecida a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática com 195 países membros. Desde 1995, sua mais alta autoridade é a Conferência das Partes e seu objetivo é, entre outros, permitir o desenvolvimento econômico de forma sustentável para o planeta.
As obrigações decorrentes dos acordos firmados pelos países-membros exigem a adoção de medidas concretas para conter o aquecimento global. Um dos fatores ligados à deterioração ambiental e ao desenvolvimento econômico é a produção de energia.
A exigência é clara: cada vez mais é necessária energia limpa e econômica. Enquanto em 2013 a eletricidade gerada por carvão atingiu 41,1% da produção mundial, as energias renováveis superaram o gás natural para alcançar uma quota de 22%.
Entre as energias mais verdes e mais rentáveis está a hidrelétrica que, na América Latina, é a principal fonte de eletricidade.

América Latina e energia hidrelétrica
Desde o final do século XIX, o desenvolvimento da região está ligado à produção hidrelétrica. Começando com a indústria de mineração no final daquele século, seguido pelos setores industrial e doméstico no século XX, a produção de energia cresceu gradualmente até sua explosão nas décadas de 70 e 80. De 19 giga watts (GW) produzidos em 1970 cresceu quase cinco vezes chegando a 93 GW em duas décadas. Outras situações do contexto da região, como a crise do petróleo e da exploração do solo da região, impulsionaram este desenvolvimento fazendo o Brasil se tornar a quarta potência mundial com 46 GW de capacidade hidrelétrica instalada.
A partir de 1990, e nas duas décadas seguintes, a geração hidrelétrica continuou a crescer em termos absolutos, mas em termos relativos a cada país, a geração térmica ganhou terreno. Ou seja, a participação hidrelétrica diminuiu em todos os países da América Latina e do Caribe (LAC), exceto no Paraguai, Venezuela e Suriname.
No entanto, as projeções do BID para 2030 anunciam que o consumo de eletricidade aumentará mais de 70% na região e a matriz hidroelétrica aumentará a capacidade instalada até chegar a 230 GW nesse ano.
No entanto, as projeções não refletem totalmente a força do setor pois, em 2015, 52% da energia elétrica gerada na LAC foi devido a energia hidrelétrica, em comparação com 16% da média mundial. Outro valor que coloca a produção deste tipo de energia no contexto internacional é que, em 2015, a LAC contava com 15% da capacidade instalada no mundo, com apenas 8% da população do planeta.

Mudança climática e incerteza
A energia hidrelétrica é uma fonte renovável de energia a um custo competitivo. É baseada em tecnologias maduras — a primeira usina hidrelétrica do mundo foi instalada em 1880 — e de alta eficiência, além disso, a operação de cada usina pode ser mantida por mais de cinco décadas. E, embora o investimento inicial seja caro, tem um baixo custo operacional.
Com tudo isso a construção destes projetos implica riscos inerentes, alguns de caráter geológico e outros relacionados a obras civis. Outro fator importante é o ambiental. Como esta fonte está intimamente relacionada com os ciclos da água, alterações climáticas e energia hidrelétrica mantém um relacionamento circular: a hidroeletricidade pode ser afetada pelo aquecimento global, mas ao mesmo tempo pode ajudar a mitigá-lo.
No entanto, é esperado que o setor de hidroeletricidade fosse impactado ao se intensificar o ciclo hídrico devido à frequência de eventos climáticos extremos, como inundações e secas. Os gases de efeito estufa, produto de fontes de energia não limpas, causam importantes mudanças climáticas. Das emissões de tais gases, 70% vêm da queima de combustíveis fósseis para a eletricidade, indústria e transporte, por isso que está se diversificando a matriz energética. Da mesma forma, o aquecimento global modificará a demanda por energia enquanto altera o seu fornecimento.
Em termos globais, o impacto hidrelétrico não se vê afetado significativamente e na LAC os efeitos serão variáveis dependendo de cada país. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, por sua sigla em inglês) dentro de um cenário severo, até 2040 o recurso hídrico aumentaria no Brasil, Venezuela e Colômbia, e diminuiria no Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
Esses dados devem ser cruzados com o potencial hidrelétrico por região, que na LAC é de 677 GW.[VII] Destes, apenas 171 GW estão instalados, representando apenas 25% em média. O Brasil é o caso mais destacado, pois desenvolveu mais de 35% de seu potencial com 91.6 GW instalados. dos seus 260 GW potenciais. Deve-se notar que três países, Uruguai, Panamá e Paraguai, desenvolveram mais de 50% de seu potencial, enquanto, no outro extremo, Bolívia, Peru e Guiana exploraram menos de 6% de seu potencial hidrelétrico.
As estimativas do BID indicam um cenário em que a produção de energia hidrelétrica atingirá 250 GW em 2030.

Reabilitação Hidrelétrica
Na região, o auge da instalação hidrelétrica foi registrado entre 1970 e 1990, portanto, um grande número de usinas atingiu sua vida útil ou está perto de alcançá-la. A expiração do equipamento eletromecânico é calculada em 40 anos; no caso de obras civis é maior, mas em ambos os casos pode variar de acordo com a manutenção, a sedimentação e o local em que elas estão localizadas.
O especialista Arturo Alarcón ressalta que, nos países membros do BID, 73 GW de potência instalada em usinas superiores a 10 MW têm mais de 20 anos de operação e, no caso do Brasil, 50% de suas usinas já completaram as três décadas.
A reabilitação parece um dos assuntos a serem realizados em cada central. Seu principal objetivo é devolver às instalações as suas condições iniciais quando se conclui que os custos operacionais aumentaram substancialmente. Com a reabilitação é possível aumentar alguns pontos percentuais na eficiência da produção e, em longo prazo, prolongar a vida útil das centrais, em geral, por várias décadas.

Sinistralidade das centrais hidrelétricas
O parque das centrais hidrelétricas registrará um aumento de cerca de 3 GW por ano, além do trabalho de reabilitação que já requerem as existentes. Tudo isso implica um risco multifatorial que requer cálculos.
Um estudo realizado entre 2009 e 2015 sobre sinistros na montagem de usinas hidrelétricas mostrou que o cenário de danos mais comum foi em termos de Perda de Controle ou Segurança (32% frequência), seguido pela Circulação de Veículos (27%). A amostra foi realizada a partir de 59 sinistros registrados em nove obras distribuídas no Chile, Panamá, Peru, Colômbia e Espanha.
Dos 59 sinistros, classificados por origem de falha, o item com maior percentual de danos foi em equipamentos eletromecânicos (33%), seguido por túneis (30%) e em terceiro lugar por avenidas (inundações, 16%). As consequências materiais mais relevantes dos acidentes dentro da obra foram a quebra de equipamentos eletromecânicos (76% do total) e danos na construção (24%).

Certeza para investir
As consequências que levam a uma falha no equipamento, danos nas obras e os efeitos de lucro cessante podem ser mitigados com o apoio de uma apólice.
Matías Bolla Agrelo, Regional Power Generation Manager da Chubb América Latina, menciona que “em todas as centrais, de uma forma ou de outra, os clientes têm credores que sempre exigem dentro de suas condições a contratação de um seguro, o que é praticamente obrigatório para todas as empresas do setor hidrelétrico contar com uma apólice”. Esta urgência faz sentido ao considerar o alto valor dos projetos hidrelétricos e o grande investimento que exigem.
No caso das centrais hidrelétricas, as coberturas são baseadas em um padrão que é a clássica apólice de todos os riscos, que cobrem Danos materiais, Quebra de máquinas e Perda de benefícios. No entanto, também é necessário adquirir outros tipos de apólices, por exemplo, de Responsabilidade Civil.
Estas instalações geralmente são construídas em locais remotos dada a geografia necessária para este tipo de desenvolvimento. Condições geográficas são necessárias de acordo com o projeto, que geralmente estão longe das grandes cidades. Em muitos casos, há povoados que precisam ser deslocados, a população é realocada e essa área fica submersa quando o reservatório é formado, diz o especialista da Chubb.
As apólices cobrem os danos materiais e sua subsequente perda de benefícios, sobre os ativos segurados das usinas, tanto de obras civis quanto maquinários, bem como danos causados por quebra de maquinários, danos por fenômenos naturais, incluindo o rompimento da barragem. Este último pode causar danos e inundações devido ao alto fluxo de água descarregada. Esses danos não são cobertos pela apólice operacional, mas são cobertos por uma apólice de Responsabilidade Civil.
Para segurar uma usina hidrelétrica é necessário que uma equipe de engenheiros forneça serviços especialmente para essa linha de negócios e faça as revisões necessárias. Uma vez que, para emitir uma apólice são necessárias muitas informações sobra a usina a ser segurada, como os programas de manutenção, os métodos operacionais da usina e os registros, entre outras coisas, menciona o executivo da Chubb.[XIV] Em uma área onde as construções hidrelétricas estão se aproximando de seu período de renovação, a certeza é mais necessária do que nunca.

Fonte: Chubb Assegurados – 25-Jan-2019.

Mudanças climáticas: Seguro pode mitigar as perdas dos agricultores

22 de janeiro de 2019 • Por: Unificado Geral, Gestão de risco, Seguros não convencionais

Projeções indicam que prejuízos anuais decorrentes de inundações e tempestades podem superar a cifra de R$ 6 bilhões

As perdas decorrentes de eventos climáticos estão entre os principais entraves enfrentados por agricultores no Brasil. Levantamento divulgado recentemente pela ONG alemã Germanwatch, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), indica que o Brasil está entre os países que podem ter prejuízos anuais na ordem de R$ 6,5 bilhões, em virtude de inundações e tempestades.

A superintendente executiva de Seguros Gerais da Mapfre, Patricia Siequeroli, ressalta que a dimensão continental do Brasil traz aos produtores desafios muito particulares, dependendo da região do país onde estão localizadas as plantações. Enquanto no Nordeste os agricultores sofrem com a falta de chuva, no Sul e Sudeste, o problema é o excesso de tempestades.
As mudanças climáticas têm dificultado cada vez mais a previsão destes eventos. Por este motivo, de acordo com a especialista, os agricultores precisam cada vez mais contar com formas de reduzir os prejuízos e garantir a sustentabilidade dos seus negócios, e o seguro pode ser um excelente aliado para isso.

Patricia destaca que o mercado já disponibiliza apólices que protegem contra perda de produtividade da lavoura em decorrência eventos climáticos, como chuvas excessivas, incêndio, queda de raio, tromba d’água, ventos fortes, friagem, granizo, seca, geada entre outras.
“Os seguros disponíveis hoje podem resguardar o agricultor em diferentes situações, protegendo apenas a colheita ou garantindo o pagamento das obrigações junto às instituições financeiras que custearam o plantio, por exemplo”, comenta a executiva. “Por isso, é muito importante que os produtores consultem um corretor para contratar a apólice mais adequada à sua necessidade”, destaca.
A superintendente da Mapfre comenta que outro ponto que precisa de especial atenção dos produtores são os maquinários utilizado na atividade rural. Os processos de plantio e colheita estão cada vez mais mecanizados, o que permitiu uma escalada na produtividade, porém os equipamentos estão com o valor cada mais elevado. E o problema em um equipamento pode significar o desembolso de uma grande quantia que não estava prevista.

Visando oferecer esta proteção mais ampla, na Mapfre, os agricultores conseguem incluir em uma única apólice a proteção para as propriedades rurais e o maquinário agrícola, tornando a contratação mais simples e fácil.

Fonte: Revista Cobertura – 22-Jan-2019

Sinistralidade em navios de carga começa o ano em alta

17 de janeiro de 2019 • Por: Unificado Gestão de risco, Seguro de transporte

O ano de 2019 começou há pouco mais de duas semanas, mas o volume de sinistros envolvendo navios pelo mundo já chama atenção.
Incêndios, colisões e tempestades foram responsáveis pela perda de contêineres e danos diversos nas embarcações.

Logo na madrugada de 2 de janeiro, o porta-contêiner MSC ZOE não suportou o mau tempo do mar do Norte e perdeu 270 contêineres. O navio é o terceiro maior navio do mundo para o transporte de cargas e saiu do Porto de Sines, em Portugal, com destino ao Porto de Bremerhaven, na Alemanha.
No dia seguinte, o navio porta-contentores Yantian Express, de bandeira Alemã, pegou fogo. Parte da carga de contêineres foi perdida enquanto o navio seguia nordeste da Ásia para Halifax, no Canadá.
Na manhã de 08 de janeiro, o navio petroleiro Aulac Fortune, também pegou fogo após uma grande explosão em tanques de carga a bordo, perto da Lamma Island, em Hong Kong. A superestrutura e o convés de carga ficaram devastadas.
Já no dia 09, durante as operações de carga do navio porta-contêineres Seamax New Haven, em Kaohsiung, Taiwan, 13 contêineres caíram no mar. Os contêineres não afundaram, mas a sua flutuação atrapalhou o tráfego do porto, além de obviamente danificar as cargas que estavam no seu interior.
Também na última semana de 2018, dois navios porta-contêineres colidiram no porto de Nansha em Guangzhou, na China. O navio Ren Jian 15 tentava atracar quando perdeu o controle e foi em direção ao Terminal de Contêineres, onde se encontrava ancorado o navio Hai Su 10. Na colisão, vários contêineres caíram no píer e muitos foram danificados. Ambos navios sofreram danos em seus cascos.

O crescimento do número de acidentes reforça a importância do seguro de transporte de cargas, que visa proteger as mercadorias contra os mais diversos riscos – como incêndios, queda, extravio e roubo – desde a origem até o seu destino final.
Vale lembrar ainda que, dependendo da apólice, as seguradoras ficam responsáveis também após o desembarque e no percurso complementar até o destino final.
“São por situações como essas que orientamos aos importadores que jamais realizem suas operações sem a contratação de um seguro de transporte internacional, pois correm o risco de sofrerem um enorme prejuízo em caso de algum sinistro no navio ou com sua carga”, explica Mariana Miranda, gerente de Subscrição Cargo Marine da Argo Seguros.

Fonte: Revista Apólice – 17-Jan-2019

Seguro está entre ações para elevar resiliência

27 de dezembro de 2016 • Por: Unificado Geral, Gestão de risco, Seguros não convencionais

Relatório do Banco Mundial enumera medidas para reduzir vulnerabilidade dos mais pobres expostos a extremos climáticos

Além da devastação das áreas atingidas, os fenômenos climáticos extremos podem comprometer o futuro de novas gerações, por obrigá-las, por exemplo, a deixar a escola para trabalhar e, assim, ajudar a família a lutar contra a pobreza absoluta. Na passagem do furação Stan pela Guatemala, em 2005, 7,3% das famílias afetadas retiraram seus filhos da escola, colocando-os precocemente no mercado de trabalho. Esta medida extrema produz, na prática, a perpetuação da pobreza, porque a escolaridade é fundamental para andar na espiral da escalada social.

Atentos aos danos diretos e indiretos provocados pelas mudanças climáticas, o Banco Mundial e o Fundo Mundial para a Redução dos Desastres e a Recuperação (GFDRR) produziram um relatório (“Unbreakable: Building the Resilience of the Poor in the Face of Natural Disaster’s (‘Inquebrável: Construindo a Resiliência dos Pobres contra Desastres Naturais”), no qual destacam a urgência da adoção de políticas com um planejamento inteligente em relação ao clima para proteção dos mais vulneráveis. No relatório, estima-se que as catástrofes naturais custam para a economia mundial perdas até US$ 520 bilhões (60% mais do que se informa habitualmente) e empurram cerca de 26 milhões de pessoas para a pobreza a cada ano.

As chamadas ações de “políticas de resiliência”, detalhadas no relatório, planejam ajudar os pobres a enfrentar as consequências de eventos meteorológicos e outros eventos naturais extremos. Das sugestões, sistemas de alerta prévio, maior acesso aos serviços bancários pessoais, apólices de seguros e sistemas de proteção social (como transferências de dinheiro e programas de obras públicas).

Recomenda o estudo que os governos façam investimentos essenciais em infraestruturas, como barragens e outros meios para controlar os níveis de água, além de desenvolver políticas apropriadas sobre o uso do solo e normas de construção. Para o estudo, estes esforços devem visar especificamente a proteção dos cidadãos mais pobres e vulneráveis, e não apenas aqueles com bens de alto valor.

O relatório pinça ações para gerar uma maior resiliência entre os pobres, indicando que tal tendência deve se consolidar nos próximos anos. O case citado é o Mecanismo de Seguro de Risco para Catástrofes no Caribe (CCRIF). Este seguro paramétrico fez que Haiti, Barbados, Santa Lúcia, São Vicente e as Granadinas recebessem US$ 29 milhões para utilização em trabalhos de recuperação, após a passagem do furacão Matthew.

Fonte: CNseg – 23-Dez-2016.

Jovens estão cada dia mais preocupados com aposentadoria

22 de dezembro de 2016 • Por: Unificado Geral, Gestão de benefício

Com a proposta da reforma da Previdência, os mais novos já começaram a planejar o futuro

Marcelo Cruz graduou-se em administração de empresas recentemente e já conquistou uma vaga na empresa de consultoria financeira no bairro do Itaigara, onde estagiou no seu último ano de faculdade.

Mas, se muitos outros colegas de sua faixa etária – 23 anos – já pensariam em celebrar essa primeira conquista profissional com uma série de ostentações, se dando liberdade para gastar mais – seja em festas, viagens ou bens materiais – o jovem optou por fazer diferença e pensar no futuro, aderindo a um plano de previdência privada.

Influenciado pelas notícias das recentes reformas trabalhistas que tem rendido debates acalorados tanto no Congresso Nacional, quanto fora dele, Marcelo é parte de uma geração que se preocupa quando vai poder, de fato, aproveitar a vida ao final de sua trajetória na profissão que escolheu seguir. E, como as recentes reformas tornam mais rígidas a aposentadoria com recebimento integral do benefício, todo esforço que puder vir mais cedo, pode significar um ano a mais de tranquilidade.

“Não penso em abdicar do meu lazer, dos meus sonhos de consumo, ou da minha vida social, mas é uma realidade que preciso começar a pensar desde já. Se eu ficar deixando para mais tarde, e só gastar por gastar, poderei demorar bem mais para fazer isso”, explica ele.

Neste momento, Marcelo investe parte do que ganha numa especialização, enquanto se esforça também para juntar outro pequeno montante que seria para comprar um carro – este último, contudo, não está em suas prioridades do momento, já que pode usufruir dos veículos de seus pais durante uma parte da semana.

Entre as mudanças previstas na Previdência, está a determinação da idade mínima de 65 anos para se aposentar, além da elevação do tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Para receber o benefício integral é preciso atingir os resultados de 95 (para homens) e 85 (para mulheres) na soma da idade com o tempo de contribuição. Na regra atual, é possível solicitar a aposentadoria com 35 (homens) ou 30 (mulheres) anos de contribuição, sem uma idade mínima para isso. Com a reforma aprovada, todos os trabalhadores com idade inferior aos 50 anos passarão a fazer a obedecer ao novo sistema de contribuição.

Muitos serão penalizados Segundo Juliana Carneiro, de 20 anos, que está indo para o terceiro semestre do curso de Odontologia, o receio de precisar trabalhar bem mais tempo para se aposentar ainda não foi sentido plenamente por tantos colegas seus. “O pessoal acompanha notícias, até sabem superficialmente das mudanças, mas não acho que eles estejam muito preocupados, e sim querem curtir mais o momento da faculdade”, conta. Para a estudante, existe sim uma necessidade de reforma, por causa da mudança que está acontecendo na própria pirâmide etária da sociedade brasileira, mas acha que nem todos poderão se preparar a tempo. “O pessoal da minha idade pode começar a se preparar desde agora, mas, quem já está com seus 35, 40 anos vai sofrer com essas regras novas, e isso eu acho injusto”, opinou.

NECESSIDADE

A reforma na Previdência ainda está para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados, mas, independentemente do resultado, fará bem, principalmente ao jovem, se antecipar e começar a vê-la como sua realidade. De acordo com o economista e consultor financeiro Edísio Freire, se planejar o quanto antes é a melhor saída para ter uma sonhada aposentadoria estável.

“Enquanto a pessoa irá deixando para mais tarde, maior será o volume de recursos que ele terá que juntar para ter uma aposentadoria estável. Acumular para a aposentadoria é diferente de economizar recursos para uma viagem ou para um bem material de alto valor, é um hábito que você vai adquirindo com o passar do tempo, mas quanto mais cedo se fizer, mais proveitoso pode ser futuramente”, explicou Freire. Para o economista, existe uma série de fatores que tem dificultado esse hábito. “A atual geração de jovens é mais dependente financeiramente dos pais, e não tem o mesmo costume de guardar recursos, é extrapola os limites para consumir, gosta de ostentar, e isso é prejudicial para quem deseja ter, futuramente mais liberdade financeira ao final da seu carreira profissional”, avalia.

O ideal, segundo o economista, é tornar a educação financeira presente desde cedo, e fazer com que a criança e o adolescente de hoje entendam que os tempos são outros. “Não é preciso criar traumas, mas pequenos hábitos que vão pouco a pouco fazendo com que o jovem vá percebendo a importância de se economizar”.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia – 21-Dez-2016.

Pesquisa revela que jovens são os que mais se envolvem em acidentes

22 de dezembro de 2016 • Por: Unificado Geral, Gestão de risco, Seguros convencionais

O estudo promovido pela Liberty Seguros concluiu que, jovens entre 18 e 25 anos são os motoristas responsáveis pela maior parte dos acidentes durante a madrugada. Para chegar ao resultado, 153.673 sinistros foram avaliados em todo o pais no período de agosto de 2015 a julho de 2016.

A gravidades dos acidentes

O levantamento indicou o tipo de indenização recebida pelos clientes, considerando o total de sinistros abertos relacionados a acidentes no período, 91,3% resultaram em indenização parcial e 8,7% em indenização integral. 29 % dos acidentes que ocorrerão durante a madrugada forram classificados como indenização integral e, comparativamente aos outros períodos, este é horário que concentra os acidentes mais graves. No período da manhã os acidentes classificados como indenização integral representam 8%, à tarde, 7% e à noite, 10%.

Análise por faixa etária

Dos 10.967 acidentes avaliados, jovens de 18 a 25 anos estão envolvidos. Nesta faixa etária, 37% dos acidentes que aconteceram durante a madrugada foram registrados como indenização integral. Casos envolvendo jovens de 18 a 25 anos estão 8% acima da média geral de acidentes. Ainda nesta faixa etária, a maioria dos acidentes (33%) aconteceu no período da tarde, seguidos pela noite (31%), manhã (25%) e madrugada (11%). Do total de acidentes envolvendo jovens, 16% resultaram em indenização integral.

O levantamento também mostra que os motoristas de 26 a 35 anos se envolveram em 23.310 acidentes (14,6% do total), sendo que a maior parte dos acidentes (35%) aconteceu no período da tarde. Motoristas com mais de 55 anos são os que menos se envolvem em acidentes que resultam em indenização integral. Apenas 9% das ocorrências com esses clientes são consideradas graves.

Acidentes por região

O estudo da Liberty Seguros traz uma análise das ocorrências em cada região do Brasil. 153.673 casos, 59.853 (39%) aconteceram no Sul, sendo que 8% resultaram em indenização integral. No Sudeste, foram 57.332 (37%), com 10% de indenizações totais. Na região Norte, dos 3.445 casos registrados, 9% resultaram em indenizações totais. No Nordeste do País foram registrados 20.234 casos (13%), com 8% de indenizações totais. Já no Centro-Oeste, dos 12.809 (8% do total geral) sinistros abertos, sendo que 8% resultaram em indenização total.

Fonte: CQCS – 21-Dez-2016.

Mais da metade das cargas roubadas não são recuperadas, aponta levantamento

13 de dezembro de 2016 • Por: Unificado Gestão de risco, Seguro de transporte

De acordo com consultoria, roubo de cargas cresceu 38% em São Paulo e 31% no Rio de Janeiro e em Minas Gerais no 3º trimestre deste ano

Levantamento da consultoria FreightWatch International apontou um crescimento substancial nos roubos de carga durante o terceiro trimestre deste ano no Brasil. Segundo o levantamento, 55% das cargas roubadas no período não foram recuperadas e os produtos mais visados foram os das categorias de Alimentos & Bebidas, Eletrônicos e Produtos Agrícolas, com alguma variação por Estado da federação. “As cargas de produtos de higiene pessoal e limpeza estão também entre as mais recentes novidades, aliadas aos já visados carregamentos de cigarros, eletroeletrônicos, farmacêuticos, químicos, têxteis e confecções, autopeças e combustíveis”, avalia Adailton Dias, Diretor da área de Transportes da Sompo Seguros.

Em São Paulo, os produtos mais roubados foram os das categorias Alimentos & Bebidas, Combustíveis e Eletrônicos. Já no Rio de Janeiro, além de Alimentos & Bebidas e Eletrônicos, também entra na lista a categoria Álcool. Em Minas Gerais, as cargas mais roubadas no período foram as de Cigarros, Medicamentos e Eletrônicos. Especificamente no Triângulo Mineiro há um destaque especial para as cargas de Fertilizantes. No Paraná, neste ano, os produtos mais roubados foram das categorias de Alimentos & Bebidas e Produtos de Limpeza. Na região metropolitana de Porto Alegre (RS) foi registrado um aumento no roubo de combustíveis. Outro aspecto relevante é que desde o segundo trimestre deste ano, os roubos de carregamentos de café aumentaram, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, que estão entre os principais produtores do País.

Os Estados com maior crescimento na incidência de roubo de carga entre julho e setembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2015 foram São Paulo (38%), Rio de Janeiro e Minas Gerais (31%). Ainda segundo o relatório, o assalto com ameaça ao condutor (59%) é o método mais utilizado de abordagem. Em 66% dos casos, o caminhão estava em trânsito e em 34% dos casos o caminhão foi parado. Em 82% dos casos de roubo em trânsito, o veículo estava em movimento e foi obrigado a parar; em 15% foi parado em um posto de gasolina; e em 3% dos casos, parou na estrada. Outro aspecto relevante é que em 32% dos roubos de carga em trânsito, foi relatado que os criminosos usavam jammers, equipamentos eletrônicos utilizados para bloquear o sinal de rastreadores enviados a satélites, o que dificulta a localização do caminhão roubado.

Estradas perigosas Segundo o levantamento da FreightWatch International, as estradas com maior incidência de roubo são a rodovias federais BR-116, BR-101, BR-040, BR-153 e BR-262. A indicação é semelhante à apresentada pelo relatório JCC Cargo Watchlist, elaborado pela Joint Cargo Commitee, um comitê misto formado por representantes da área de avaliação de risco do mercado segurador de Londres (Inglaterra), que indica os trechos das rodovias BR-116 (Curitiba – São Paulo e Rio de Janeiro – São Paulo); SP-330 (Uberaba – Porto de Santos) e BR-050 (Brasília – Santos) como áreas com risco muito alto para a ocorrência de roubo de cargas.

Prevenção É praticamente impossível indicar com precisão o total dos prejuízos com o roubo de carga para a economia brasileira, mas sabe-se que são substanciais. Isso porque as ocorrências afetam, além do segmento de logísticas, diversas cadeiras produtivas, além do segmento de segurança pública.

Por conta disso, várias soluções tecnológicas e estratégias estabelecidas por especialistas em gerenciamento de risco são implementas para cada carga embarcada. “O gerenciamento de risco, quando bem realizado, pode ser crucial para que o transporte da carga aconteça de forma segura, eficaz e sem custos excessivos ou não previstos. Isso faz toda a diferença para a eficiência e saúde financeira da operação”, afirma Adailton Dias, diretor da área de Transportes da Sompo Seguros. A companhia presta consultoria no gerenciamento de riscos de transportes de carga para os segurados. Para cada embarque é traçada uma estratégia que inclui ferramentas utilizadas, rotas, horários e qualquer outro recurso que possa ser lançado mão para contribuir que a carga chegue ao seu destino. A equipe da companhia trabalha somente com os recursos necessários, pensando em cada situação. Isso evita que sejam utilizados recursos além do ideal, o que poderia gerar um investimento desnecessário; quando aquém do adequado, o que iria aumentar o risco e a vulnerabilidade para a carga e o motorista. “Afinal, transportar uma carga de equipamentos eletrônicos no Interior de São Paulo é diferente de uma carga de medicamentos na Região Sul e igualmente diferente de uma carga de grãos na Região Centro Oeste”, considera Dias.

Fonte: CNseg – 12-Dez-2016.

Setor de seguros injeta R$ 740 milhões na economia a cada 24 horas

13 de dezembro de 2016 • Por: Unificado Mercado

De janeiro a outubro deste ano, o mercado de seguros (incluindo a saúde suplementar), capitalização e previdência complementar devolveu para a sociedade, sob a forma de indenizações, resgates e benefícios, cerca de R$ 222,5 bilhões, o que significa uma injeção de recursos da ordem de R$ 740 milhões, a cada 24 horas, na economia brasileira.

Os dados foram apresentados pelo presidente da CNSeg, Márcio Coriolano, durante entrevista para a imprensa, nesta sexta-feira (09 de dezembro), em São Paulo.

Desse total, R$ 37,8 bilhões são relativos a indenizações dos seguros gerais; R$ 47,1 bilhões, a resgates e benefícios da previdência complementar; R$ 17,4 bilhões, a resgates na capitalização; e R$ 120,2 bilhões, a despesas assistenciais médico-hospitalares e odontológicas.

Coriolano também informou que o setor destinou mais de R$ 13,3 bilhões para o pagamento de impostos até o mês de setembro. Esse valor corresponde a 68,4% do lucro líquido do mercado. “Entre 2012 e 2016, os tributos recolhidos pelas empresas do setor, supervisionadas pela Susep e ANS, cresceram 79,7%”, comentou o presidente da CNSeg.

Fonte: CQCS – 11-Dez-2016.